Para entender o que é uma embolia pulmonar, precisamos voltar um pouco nos acontecimentos. Primeiro passo, é entender o que é um coágulo. Sabe quando cortamos a pele e ficamos com aquela casquinha? Ela é formada pelo nosso sistema de coagulação, para estancar o sangramento, e sempre comparo ela a um coágulo. Algumas condições no nosso corpo podem levar a formação deste coágulo dentro das nossas veias (os vasos do nosso corpo que levam o sangue de volta ao coração para ser oxigenado pelos pulmões). Quando isso acontece, temos a TVP (trombose venosa profunda). Quando este coágulo se solta da veia, vira um êmbolo. Ele caminha por dentro das veias até chegar ao coração, e como o destino deste sangue é ser oxigenado pelos pulmões, o caminho final do coágulo é parar nos pulmões. Quando isso acontece, temos o TEP (tromboembolismo pulmonar). Os principais sintomas são dor para respirar e falta de ar, que vem de repente. Este mecanismo é o principal envolvido nos casos de embolia pulmonar, apesar de existirem outros tipos. Várias condições podem levar a formação destes trombos/coágulos, e estas condições devem ser investigadas. A partir do momento que temos um TEP, o tratamento principal envolve o uso de anticoagulantes, que são medicamentos que ajudam a “afinar” o sangue, ou seja, evitar a formação de novos coágulos. Esta é a principal função dos anticoagulantes. Não deixar novos coágulos se formarem e os que já existem não aumentarem. Com o passar dos dias e semanas, o nosso organismo tende a dissolver o coágulo formado. É muito importante manter o seguimento médico para avaliar o que aconteceu e acompanhar potenciais complicações do TEP, bem como do tratamento que é feito. Caso você tenha apresentado um TEP, mantenha seguimento com pneumologista! Cuide-se!

Dra. Priscila León

Pneumologia e Transplante Pulmonar

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